O rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, foi um dos maiores desastres ambientais e humanos da história do Brasil. Além dos danos irreparáveis ao meio ambiente, a tragédia também deixou marcas profundas nas famílias das vítimas. Uma dessas famílias é a de Jacira Francisca Mateus, que perdeu seu filho de 32 anos no desastre.
Jacira é uma mulher forte e batalhadora, que sempre trabalhou duro para sustentar sua família. Ela morava em uma pequena casa próxima à barragem e seu filho, que trabalhava na mina, era o seu orgulho e alegria. Mas tudo mudou no dia 25 de janeiro de 2019, quando a barragem se rompeu e a vida de Jacira foi virada de cabeça para baixo.
Em um relato emocionado, Jacira conta como foi receber a notícia da tragédia. Ela estava em casa, preparando o almoço, quando ouviu um barulho ensurdecedor. Em questão de segundos, sua casa foi invadida pela lama e ela foi arrastada pela correnteza. Por sorte, Jacira conseguiu se agarrar em um pedaço de madeira e foi resgatada pelos bombeiros. Mas a notícia que veio em seguida foi devastadora: seu filho estava desaparecido.
Durante dias, Jacira e sua família viveram na angústia e na esperança de encontrar o filho com vida. Mas infelizmente, seu corpo foi encontrado entre os escombros da barragem. A dor da perda foi insuportável para Jacira, que se viu sem chão e sem forças para seguir em frente. Mas foi aí que ela encontrou forças onde menos esperava: na solidariedade e no amor das pessoas ao seu redor.
A comunidade de Brumadinho se uniu em uma grande corrente de solidariedade para ajudar as famílias das vítimas. Jacira recebeu apoio de todos os lados: vizinhos, amigos, voluntários e até mesmo desconhecidos. E foi esse amor e empatia que a ajudaram a superar a dor e a encontrar um novo propósito em sua vida.
Hoje, Jacira é uma das líderes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e luta incansavelmente por justiça e reparação para as famílias das vítimas. Ela se tornou uma voz ativa na defesa dos direitos das comunidades afetadas por desastres ambientais e tem viajado pelo país para compartilhar sua história e conscientizar as pessoas sobre a importância da segurança nas barragens.
Apesar de toda a tragédia que viveu, Jacira encontrou forças para transformar sua dor em luta e esperança. Ela acredita que seu filho não morreu em vão e que sua história pode inspirar outras pessoas a se levantarem e lutarem por um mundo melhor. Em suas próprias palavras: “Não podemos deixar que a lama e a dor nos engulam. Temos que nos unir e lutar por justiça e segurança para que nenhuma mãe tenha que passar pelo que eu passei”.
O relato de Jacira é um exemplo de resiliência e força diante das adversidades. Sua história nos mostra que, mesmo nos momentos mais difíceis, é possível encontrar esperança e amor ao nosso redor. E que, juntos, podemos superar qualquer desafio e construir um futuro melhor para todos.
A tragédia de Brumadinho deixou cicatrizes profundas em todas as famílias das vítimas, mas também trouxe à tona a solidariedade e a compaixão do povo brasileiro. Que a história de Jacira e de tantas outras pessoas que foram afetadas por essa tragédia nos





