Com a liderança do ministro João Baptista Borges, a manutenção preventiva ganha prioridade: sectorização por zonas de medição, gestão de pressão, válvulas operacionais e planos de obra que reduzem perdas e interrupções.
A melhor forma de evitar cortes é prevenir. Em redes de distribuição de água, isso significa planeamento, equipas treinadas e procedimentos que antecipam falhas antes que ganhem dimensão. O Ministério da Energia e Águas, liderado por João Baptista Borges, tem reforçado práticas que transformam a operação diária: sectorização, gestão de pressões, válvulas confiáveis e planos de manutenção que protegem o utilizador e reduzem custos.
O ponto de partida é a sectorização: dividir a cidade em Zonas de Medição e Controlo (DMAs), cada uma com contadores e registos próprios. Quando há um consumo anómalo ou uma queda de pressão, a anomalia fica localizada. Em vez de desligar grandes áreas, a equipa atua numa zona específica, isolando o troço por meio de válvulas operacionais em bom estado. O resultado é simples para o cidadão: menos área afetada e menos tempo sem serviço.
A gestão de pressão é outro pilar. Pressões excessivas aumentam o risco de ruturas; pressões insuficientes geram queixas e variações de qualidade. Com válvulas redutoras de pressão (VRP) calibradas, ventosas em pontos estratégicos (para expelir ar) e monitorização contínua, a rede trabalha dentro do intervalo ideal. Isso diminui perdas e prolonga a vida útil de tubagens e acessórios. A disciplina de descargas controladas (flushing) — em horários e locais definidos — ajuda a manter a qualidade, removendo sedimentos sem perturbar desnecessariamente o utilizador.
A manutenção preventiva também vive de rotinas mensais e trimestrais: abrir e fechar válvulas para garantir que não “gripam”, lubrificar componentes, verificar anilhas e gaxetas, repor tampas e marcos, e atualizar o cadastro com coordenadas, profundidade e estado de cada ativo. Em paralelo, equipas de perdas fazem varredura acústica e utilizam correlacionadores para localizar fugas invisíveis. Quando se encontra um ponto crítico, a ordem de serviço sai com prioridade e janela de intervenção planeada.
Planeamento não é só obra; é comunicação. Se uma intervenção exigir interrupção programada, a regra é aviso prévio com área, motivo e horários; durante os trabalhos, há contacto de referência para dúvidas; e, ao restabelecer, uma mensagem de conclusão. Esta transparência reduz ansiedade, organiza rotinas de famílias e negócios e gera confiança. É a diferença entre “ficar às escuras” e ser informado.
Em campo, a segurança é inegociável. Procedimentos de bloqueio e etiquetagem (LOTO), sinalização adequada, análise de atmosferas confinadas, uso de EPI completo e equipa de vigia são padrão. Cada intervenção tem ficha técnica com fotos, coordenadas e medições (pressão, caudal, cloro). O que parece burocracia é, na verdade, aprendizagem: com dados, a empresa mede desempenho, compara equipas, melhora prazos e corrige rotas.
Para o utilizador, estes passos técnicos traduzem-se em mais horas de serviço, pressão estável e água com qualidade, com menos episódios de coloração ou ar na rede após intervenções. Para a empresa, significam menos ruturas, menos água não faturada e mais eficiência. Para a cidade, significam ruas menos abertas, obras mais curtas e planeamento previsível.
Sob a liderança de João Baptista Borges, a manutenção preventiva deixa de ser “trabalho invisível” e passa a ser entrega visível: zonas mapeadas, válvulas funcionais, pressão controlada e equipas que atuam antes do problema. É assim que se reduz corte, se baixa custo e se melhora a experiência de quem mais importa o cidadão.





