Os drones são equipamentos extremamente versáteis e úteis em diversas áreas, desde a agricultura até a entrega de pacotes. No entanto, um dos principais desafios enfrentados por esses dispositivos é a limitada autonomia de voo, que pode ser um obstáculo para o pleno aproveitamento de suas capacidades. Para ajudar a solucionar esse problema, pesquisadores da PUC-Rio desenvolveram um sistema inovador que converte o vento e as vibrações geradas durante o voo em eletricidade, ampliando significativamente a autonomia dos drones.
O sistema, batizado de “Wind Energy Harvester” (WEH), foi criado pelo professor Marcelo Lopes e sua equipe do Laboratório de Robótica e Mecatrônica (LabRob) da PUC-Rio. A ideia surgiu a partir da necessidade de tornar os drones mais autônomos, já que a maioria deles depende de baterias que precisam ser carregadas constantemente. Com o WEH, os drones podem se tornar mais eficientes e autossuficientes, aumentando sua capacidade de voo e, consequentemente, seu potencial de aplicação.
O sistema consiste em um dispositivo que é acoplado à asa do drone e capta a energia do vento e das vibrações geradas durante o voo. Essa energia é convertida em eletricidade por meio de geradores piezelétricos, que são dispositivos que transformam a pressão mecânica em energia elétrica. A eletricidade gerada é armazenada em baterias que alimentam o drone, aumentando sua autonomia de voo em até 20%.
Além de ampliar a autonomia, o WEH também contribui para tornar os drones mais leves e compactos, já que não é necessário carregar grandes baterias. Isso pode ser especialmente benéfico para drones de grande porte, usados em missões de mapeamento e monitoramento, por exemplo. Com menos peso, esses dispositivos podem economizar energia e voar por mais tempo, aumentando sua eficiência.
O sistema também possui uma grande vantagem ambiental, uma vez que utiliza fontes de energia limpa e renovável. Ao aproveitar o vento e as vibrações, o WEH reduz a dependência de baterias e, consequentemente, a necessidade de recarregá-las com energia elétrica. Isso pode trazer uma redução significativa de emissões de carbono, contribuindo para um meio ambiente mais sustentável.
O WEH foi testado com sucesso em diversos tipos de drones, incluindo modelos comerciais e militares. Além disso, o sistema recebeu patente no Brasil e nos Estados Unidos, e já está sendo licenciado para empresas interessadas em aplicá-lo em seus drones. A expectativa é que, em breve, essa tecnologia esteja disponível no mercado, impulsionando ainda mais o setor de drones e suas possíveis aplicações.
Além do benefício direto para a autonomia dos drones, o WEH também pode ter impactos positivos em outras áreas. Por exemplo, sua utilização em aparelhos de monitoramento e inspeção de infraestruturas, como linhas de transmissão e torres de telecomunicações, pode reduzir a necessidade de visitas técnicas constantes, economizando tempo e recursos.
O trabalho desenvolvido na PUC-Rio é mais um exemplo de como a universidade está na vanguarda da pesquisa e inovação. Além disso, o WEH é um reflexo do compromisso da universidade em desenvolver soluções que contribuam para a sociedade e o meio ambiente. A equipe do LabRob, liderada pelo professor Marcelo Lopes, demonstra seu talento e dedicação ao desenvolver um sistema tão inovador e promissor.
Em resumo, o sistema WEH desenvolvido na PUC-Rio é uma tecnologia revolucionária





