A inovação é um dos principais motores do crescimento econômico e do progresso humano. Ao longo da história, vimos como a criatividade e a busca por soluções inovadoras impulsionaram o desenvolvimento de sociedades e nações. E, para entender melhor esse fenômeno, os economistas Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt se dedicaram a estudar a relação entre inovação e crescimento.
Em seu livro “A Revolução Industrial”, publicado em 1990, Mokyr apresenta a ideia de que a inovação é um fator crucial para o crescimento econômico. Segundo ele, a capacidade humana de criar novas tecnologias e formas de produção é o que impulsiona o desenvolvimento e a prosperidade das sociedades. E, ao longo dos séculos, vimos como as inovações tecnológicas transformaram a maneira como vivemos e trabalhamos.
Mas como exatamente a inovação impulsiona o crescimento? Para responder a essa pergunta, Mokyr se uniu a Aghion e Howitt para desenvolver a teoria do crescimento endógeno. Segundo essa teoria, o progresso tecnológico é um fator endógeno, ou seja, é gerado internamente pela própria economia. Isso significa que a inovação não é um fenômeno aleatório ou externo, mas sim uma consequência da interação entre agentes econômicos, como empresas, governos e indivíduos.
Uma das principais contribuições dessa teoria é a ideia de que a inovação é um processo cumulativo. Ou seja, cada nova descoberta ou invenção é baseada no conhecimento e nas tecnologias já existentes, gerando um ciclo virtuoso de progresso. Além disso, a teoria do crescimento endógeno destaca a importância das políticas públicas e do ambiente institucional para estimular a inovação e, consequentemente, o crescimento econômico.
Um dos exemplos mais conhecidos dessa relação entre inovação e crescimento é a Revolução Industrial. A partir do século XVIII, a Inglaterra se tornou o berço de grandes inovações tecnológicas, como a máquina a vapor e o tear mecânico. Essas invenções transformaram a forma como a produção era feita, aumentando a produtividade e impulsionando o crescimento econômico. E, a partir daí, outras nações também adotaram essas tecnologias e iniciaram seu próprio processo de industrialização.
Outro aspecto importante abordado por Mokyr, Aghion e Howitt é a relação entre inovação e competição. Segundo eles, a concorrência entre empresas é um fator fundamental para estimular a inovação. Quando as empresas competem entre si, elas são incentivadas a buscar formas de produção mais eficientes e a desenvolver novos produtos e serviços para se destacar no mercado. E, dessa forma, a inovação se torna um mecanismo de melhoria contínua e de aumento da competitividade.
Além disso, os autores também destacam a importância da educação e do capital humano para a inovação. A formação de profissionais qualificados e capacitados é essencial para o desenvolvimento de novas tecnologias e para a disseminação do conhecimento. E, nesse sentido, políticas públicas que incentivem a educação e a formação de mão de obra qualificada são fundamentais para impulsionar a inovação e o crescimento econômico.
É importante ressaltar que a teoria do crescimento endógeno não se limita apenas ao contexto da Revolução Industrial. Ela é aplicável a diferentes períodos históricos e a diferentes setores da economia. Por exemplo, podemos observar como a inovação tecnológica tem sido um fator determinante para o crescimento de empresas





