A Corrida Internacional de São Silvestre, que chega em sua centésima edição, é um marco histórico para o esporte brasileiro. Com um recorde de 55 mil corredores inscritos, de 44 países diferentes, a prova se consolida como a mais tradicional corrida de rua do país. E, neste ano, outro recorde foi quebrado: a participação feminina, que representa 47% do total de inscritos.
Esse aumento na participação de mulheres na São Silvestre é motivo de comemoração para os principais nomes do esporte brasileiro. Durante a coletiva de imprensa realizada no dia 30 de dezembro, a atleta Nubia de Oliveira, melhor colocada na prova no ano passado, destacou a importância desse crescimento para motivar ainda mais as mulheres a participarem da corrida.
A São Silvestre tem uma história de 100 anos e, no passado, a participação feminina era proibida. Somente a partir de 1975 as mulheres puderam competir na prova. Por isso, é emocionante ver cada vez mais mulheres se destacando nessa corrida tão tradicional.
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A presença feminina na São Silvestre é um reflexo da evolução do esporte e da luta das mulheres por igualdade. E, além de ser uma conquista para o esporte, também é uma vitória para a saúde e bem-estar das mulheres. A corredora Jeane dos Santos, que participa pela primeira vez da prova, revelou que a corrida a ajudou a superar a depressão e a crise de ansiedade. E ela não está sozinha nessa jornada, muitas mulheres encontram na corrida uma forma de se libertar e se sentirem livres.
Apesar de todo o entusiasmo e preparação das atletas, elas sabem que não será fácil vencer a São Silvestre. Desde 2006, o Brasil não conquista o primeiro lugar na prova feminina, e uma das dificuldades é superar as atletas africanas, que dominam o pódio nos últimos anos.
A queniana Cynthia Chemweno, que ficou em segundo lugar no ano passado, prometeu voar na corrida deste ano. Ela também destacou a importância de correr no Brasil, onde as pessoas saúdam os atletas durante o percurso, trazendo alegria e motivação para continuar correndo.
Outra adversária das brasileiras é a atleta da Tanzânia, Sisilia Ginoka Panga, que está participando pela primeira vez da São Silvestre. Ela revelou estar encantada com o clima e a energia de São Paulo e se sente preparada para fazer uma boa corrida.
No masculino, a última vez que um brasileiro venceu a São Silvestre foi em 2010, com Marilson Gomes dos Santos. Desde então, os atletas africanos têm dominado a prova. O brasileiro Johnatas Cruz, melhor colocado nas últimas duas edições, destacou a diferença na forma de competir dos africanos e dos brasileiros. Enquanto os africanos treinam e correm em grupo, os brasileiros valorizam a individualidade. Para ele, essa é uma das razões pelas quais o Brasil não tem conseguido vencer a prova nos últimos anos.
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