Cena com Wagner Moura em O Agente Secreto reacende a memória de um objeto urbano que já foi essencial para a comunicação nas ruas
Nos dias atuais, é comum vermos pessoas caminhando pelas ruas com seus smartphones em mãos, conectadas ao mundo virtual e distantes do mundo real. Mas nem sempre foi assim. Há algum tempo, um objeto urbano era essencial para a comunicação nas ruas: os orelhões. E foi exatamente esse objeto que foi resgatado recentemente no filme O Agente Secreto, estrelado pelo renomado ator brasileiro Wagner Moura.
Na trama do filme, Wagner Moura interpreta um agente secreto que precisa se comunicar com sua equipe em uma missão de extrema importância. Com a tecnologia fora de alcance, ele se vê obrigado a recorrer aos orelhões espalhados pelas ruas da cidade. Para muitos espectadores, essa cena pode ter passado despercebida, mas para outros, ela trouxe uma nostalgia e uma reflexão sobre o papel que esse objeto já teve em nossas vidas.
Para os mais jovens, que cresceram em uma era em que a tecnologia faz parte do cotidiano desde cedo, os orelhões podem ser considerados apenas como objetos antigos e obsoletos. No entanto, para aqueles que viveram a década de 90, por exemplo, esses aparelhos eram indispensáveis para a comunicação, principalmente em momentos de emergência.
Recordo-me de quando minha mãe me dava uma moeda de 25 centavos para que eu pudesse ligar para os meus amigos e combinarmos de nos encontrarmos na pracinha do bairro. Era uma época em que os celulares ainda eram um luxo e os orelhões eram a opção mais acessível para nos comunicarmos. Além disso, eles também eram muito utilizados em chamadas a cobrar, quando precisávamos falar com alguém que estava distante e não tínhamos créditos suficientes para fazer uma ligação.
E não podemos esquecer daqueles momentos em que, ao caminhar pelas ruas, nos deparávamos com um orelhão desocupado e aproveitávamos para ligar para nossos familiares e amigos para simplesmente dizer “oi” e matar a saudade. Essas ligações espontâneas traziam uma sensação de liberdade e proximidade, que hoje em dia parece ter sido perdida diante da nossa constante conexão virtual.
O fato é que os orelhões já fizeram parte da rotina de muitas pessoas e foram de grande importância para a comunicação, principalmente em um país de dimensões continentais como o Brasil. E a cena com Wagner Moura em O Agente Secreto nos faz relembrar desse objeto urbano que, em tempos passados, foi fundamental nas nossas vidas.
Infelizmente, com o avanço da tecnologia e a popularização dos celulares, os orelhões foram sendo deixados de lado e hoje em dia é difícil encontrá-los pelas ruas. Mas isso não significa que eles não tenham mais utilidade. Pelo contrário, ainda existem lugares onde a tecnologia não chega com facilidade, e os orelhões continuam sendo uma opção viável para a comunicação.
Além disso, é importante destacar que esse objeto urbano também tem um papel social relevante. Muitas pessoas em situação de vulnerabilidade dependem dos orelhões para se comunicarem com suas famílias e até mesmo para pedirem ajuda em casos de emergência. Por isso, é fundamental que eles continuem sendo mantidos e funcionando de forma eficiente.
Enfim, a cena com Wagner Moura em O Agente Secreto pode ter sido breve, mas trouxe à tona a lembrança de um objeto urbano que já foi indispensável nas




