O Instagram e o YouTube, duas das redes sociais mais populares do mundo, estão enfrentando um processo que pode mudar a maneira como essas plataformas operam e regulamentam o conteúdo postado por seus usuários.
O processo, movido por uma ex-modelo francesa de 29 anos chamada Essena O’Neill, alega que tanto o Instagram quanto o YouTube estão promovendo uma cultura tóxica de influenciadores e influenciando negativamente os jovens. O’Neill afirma que sua carreira como influenciadora de mídia social a levou a uma obsessão com a sua aparência e uma busca constante por aprovação e likes, prejudicando sua saúde mental e emocional.
Embora a maioria das pessoas possa pensar que isso é apenas um caso isolado, a verdade é que a influência das mídias sociais na vida das pessoas é enorme. Desde o lançamento dessas plataformas, há cerca de uma década, muitas celebridades e influenciadores ganharam milhões de seguidores, criando um negócio lucrativo para si mesmos e para as plataformas.
No entanto, o que antes era visto como uma forma de se conectar com amigos e compartilhar momentos da vida, agora se tornou uma indústria altamente rentável. Influenciadores são pagos para promover produtos e serviços em seus perfis e canais, muitas vezes sem divulgar que se trata de uma publicidade. Isso criou uma cultura de perfeição intangível, onde as pessoas são constantemente bombardeadas com imagens de vidas aparentemente perfeitas, corpos perfeitos e sucesso inimaginável.
E é nesse ponto que o processo de O’Neill entra em jogo. Seu advogado alega que o Instagram e o YouTube não estão fazendo o suficiente para regular o conteúdo prejudicial postado por seus usuários. Além disso, ela também argumenta que estas plataformas estão lucrando com a exploração de jovens influenciadores, que muitas vezes são vistos como objetos e não como pessoas.
O resultado desse processo pode ser um precedente jurídico semelhante ao que mudou as leis para a indústria do tabaco. Assim como os governos começaram a impor regulamentações para impedir que as empresas de tabaco continuassem a comercializar cigarros para jovens, podemos esperar que o mesmo aconteça com as mídias sociais. Isso pode ser uma mudança positiva para a saúde mental dos jovens, que são os mais vulneráveis a essa cultura de perfeição e aprovação nas redes sociais.
Mas como isso pode afetar a indústria de influenciadores e a forma como as pessoas usam essas plataformas? Uma possível solução seria obrigar que todas as postagens de influenciadores sejam claramente marcadas como publicidade, para que os usuários não sejam enganados por imagens perfeitas que promovem um produto. Além disso, as plataformas também podem ser obrigadas a ter uma equipe de moderação para revisar o conteúdo postado por seus usuários e remover ou sinalizar conteúdo prejudicial.
No entanto, é importante ressaltar que o Instagram e o YouTube já têm políticas de comunidade e diretrizes de uso que proíbem conteúdo prejudicial, incluindo bullying, discurso de ódio e violência. O problema é que essas políticas muitas vezes não são aplicadas de forma consistente e eficaz. Além disso, as plataformas também precisam trabalhar em conjunto com os pais, educadores e a sociedade em geral para ensinar os jovens a lidar de forma saudável com as mídias sociais e a importância de se ter uma autoimagem positiva e realista.
Em conclusão, o processo movido por Essena O’Neill pode ser um marco na regulamentação das mídias sociais e abrir os olhos para o impacto que essas





