O futebol é um esporte que une pessoas de diferentes culturas e nacionalidades, mas infelizmente, ainda é palco de atos de racismo. Recentemente, o atacante brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid, foi vítima de racismo durante uma partida da Liga dos Campeões da Europa contra o Benfica, em Portugal. O episódio, que aconteceu após o jogador marcar um golaço, trouxe à tona mais uma vez a triste realidade do preconceito racial no mundo do futebol.
Aos quatro minutos do segundo tempo, Vini Jr recebeu a bola na esquerda e, com um belo chute, marcou um gol que ficará marcado em sua carreira. No entanto, ao comemorar o feito, o jogador foi cercado por jogadores do Benfica e acabou recebendo um cartão amarelo do árbitro. O motivo? Ele teria provocado a torcida adversária ao dançar em frente à bandeira de escanteio.
Mas o que parecia ser apenas uma discussão entre jogadores, se transformou em algo muito mais grave. Vini Jr, ao reclamar com o árbitro, afirmou ter sido chamado de “mono”, termo em espanhol para macaco, pelo jogador Gianluca Prestianni, do Benfica. As imagens da transmissão de TV mostraram que, em certo momento, o atacante argentino colocou a camisa em direção à boca, o que reforça a denúncia de Vinícius.
Diante da denúncia, o árbitro acionou o protocolo antirracismo e interrompeu a partida por cerca de dez minutos. Os jogadores do Real Madrid chegaram a cogitar deixar o campo, mas o jogo foi retomado e Vini Jr passou a ser vaiado pela torcida do Benfica em todo instante que tocava na bola. Um triste e lamentável episódio que manchou o espetáculo do futebol.
No entanto, o atacante brasileiro não se deixou abalar e, com muita garra e determinação, continuou em campo e marcou o gol que garantiu a vitória do Real Madrid por 1 a 0. Com esse gol, Vini Jr se tornou o segundo jogador brasileiro com mais gols na Liga dos Campeões, superando o ex-meia Kaká. Um feito que merece ser celebrado, mas que infelizmente foi ofuscado pelo racismo.
É inadmissível que, em pleno século XXI, ainda tenhamos que lidar com atos de racismo no futebol. Um esporte que deveria ser um exemplo de união e respeito, acaba sendo palco de manifestações de ódio e discriminação. E isso não pode mais ser tolerado.
Felizmente, a denúncia de Vinícius Júnior foi levada a sério e o árbitro agiu de forma correta ao acionar o protocolo antirracismo. No entanto, é preciso que medidas mais efetivas sejam tomadas para combater esse tipo de comportamento. Os clubes, as federações e as autoridades precisam se unir para punir de forma rigorosa os responsáveis por atos de racismo no futebol.
Além disso, é fundamental que a sociedade como um todo se conscientize sobre a importância de combater o racismo em todas as suas formas. O futebol, como um esporte de grande visibilidade, pode e deve ser um instrumento de luta contra o preconceito racial. Os jogadores, como ídolos e exemplos para milhões de pessoas, têm um papel fundamental nessa luta.
Vinícius Júnior, assim como outros jogadores que já foram vítimas de racismo, como Neymar e Daniel Alves, não se calou diante do preconce





