Do tapete vermelho às passarelas, a moda tem se tornado cada vez mais do que apenas uma forma de se vestir. Ela se tornou um meio de expressão, de posicionamento e de representatividade. A neutralidade, que antes era vista como a norma, agora é a exceção.
Antigamente, o tapete vermelho era o lugar onde as celebridades desfilavam seus vestidos glamourosos e joias deslumbrantes. Era um momento de ostentação e de seguir as tendências ditadas pela indústria da moda. Porém, nos últimos anos, esse cenário tem mudado. As celebridades têm utilizado o tapete vermelho como uma plataforma para enviar mensagens e levantar bandeiras.
Um exemplo disso foi o movimento Time’s Up, que surgiu em 2018 em resposta aos casos de assédio e abuso sexual em Hollywood. As atrizes usaram o tapete vermelho do Globo de Ouro para vestir preto e mostrar solidariedade às vítimas. Além disso, elas também usaram broches com a frase “Time’s Up” e levantaram a bandeira da igualdade de gênero e do fim do assédio.
Outro exemplo foi o uso de rosas brancas no Grammy de 2018, em apoio ao movimento #MeToo e às vítimas de abuso sexual. Essas ações mostram como a moda pode ser uma ferramenta poderosa para transmitir mensagens e lutar por causas importantes.
Além do tapete vermelho, as passarelas também têm sido palco de posicionamento e representatividade. Cada vez mais marcas têm se preocupado em incluir diversidade em seus desfiles, seja de cor, tamanho, idade ou gênero. Isso é reflexo da mudança de mentalidade da sociedade, que está cada vez mais exigindo representatividade e inclusão.
Um exemplo marcante foi o desfile da marca de lingerie Savage X Fenty, da cantora Rihanna, na New York Fashion Week de 2019. O desfile contou com modelos de diferentes tamanhos, etnias e gêneros, incluindo uma modelo grávida. Foi um momento de celebração da diversidade e de quebrar padrões de beleza impostos pela indústria da moda.
Além disso, a moda também tem sido utilizada como forma de protesto e de dar voz a minorias. Um exemplo disso foi a coleção “Be Yourself”, da marca Gucci, que trouxe à passarela modelos que carregavam réplicas de suas próprias cabeças. A mensagem era de que cada um deve ser livre para ser quem quiser, sem se preocupar com padrões impostos pela sociedade.
Outro exemplo foi a coleção “The Black Panther” da marca Pyer Moss, que trouxe referências da cultura africana e celebrou a força e a beleza da comunidade negra. O desfile foi um manifesto contra o racismo e uma forma de mostrar que a moda pode ser uma ferramenta de empoderamento e de representatividade.
Com todas essas mudanças, a neutralidade na moda tem se tornado cada vez mais rara. As marcas e os estilistas têm se posicionado e utilizado suas coleções como forma de expressar suas opiniões e lutar por causas importantes. A moda tem se tornado um reflexo da sociedade, e não mais uma ditadora de tendências.
Porém, é importante ressaltar que essa mudança não é apenas uma questão de marketing ou de seguir uma tendência. É necessário que haja uma real mudança de mentalidade e de valores dentro da indústria da moda. As marcas precisam se comprometer com a inclusão e a diversidade em todas as etapas da produção, desde a escolha dos modelos até a criação das peças.
Além disso, é importante que os consumidores também sejam conscientes e exigentes na hora de escolherem as marcas que irão apoiar





