O futebol é um esporte que une pessoas de diferentes gêneros, raças e origens. É um espaço onde a diversidade deve ser respeitada e valorizada. Infelizmente, nem sempre isso acontece. No último sábado (21), após a partida entre Bragantino e São Paulo pelo Campeonato Paulista, o zagueiro Gustavo Marques proferiu declarações machistas contra a árbitra Daiane Muniz, o que gerou uma grande repercussão e revolta.
Em uma entrevista após o jogo, Gustavo Marques questionou a escalação de uma mulher para apitar uma partida tão importante e afirmou que a Federação Paulista de Futebol deveria rever essa decisão. Suas palavras refletem uma visão primitiva, machista e preconceituosa, que não condiz com os valores que regem a sociedade e o futebol.
É inadmissível que em pleno século XXI ainda existam pessoas que acreditam que o gênero define a capacidade de uma pessoa em exercer determinada função. O futebol é um esporte que exige habilidade, técnica e conhecimento, características que não estão ligadas ao gênero. A árbitra Daiane Muniz é uma profissional qualificada e competente, que merece respeito e reconhecimento pelo seu trabalho.
Felizmente, a atitude de Gustavo Marques foi prontamente repudiada pela Federação Paulista de Futebol, que afirmou que encaminhará o caso à Justiça Desportiva. Além disso, o Bragantino também tomou medidas em relação ao jogador, multando-o em 50% do seu salário e o afastando do próximo jogo da equipe. É importante que atitudes machistas sejam punidas e que haja uma reflexão sobre o papel da mulher no futebol e na sociedade como um todo.
É preciso destacar que o futebol feminino vem crescendo e ganhando cada vez mais espaço no cenário esportivo. No Brasil, temos grandes jogadoras que são referência e inspiração para muitas meninas que sonham em seguir carreira no esporte. Além disso, a presença de mulheres na arbitragem é fundamental para promover a igualdade de gênero e mostrar que elas são capazes de exercer qualquer função, inclusive no futebol.
Diante desse episódio lamentável, é importante que o diálogo e a conscientização sejam promovidos. É preciso que os jogadores, técnicos, dirigentes e torcedores entendam que o futebol é um espaço de inclusão e respeito, onde não há espaço para discriminação e preconceito. O esporte deve ser utilizado como uma ferramenta de transformação social e não como um meio para propagar ideias retrógradas e machistas.
O Bragantino, ao destinar o valor da multa aplicada a Gustavo Marques para uma ONG que cuida de mulheres em situação de vulnerabilidade, mostra que está comprometido em combater o machismo e promover a igualdade de gênero. Essa é uma atitude louvável e que deve ser seguida por outras equipes e instituições esportivas.
É importante ressaltar que o machismo não está presente apenas no futebol, mas em todas as esferas da sociedade. Por isso, é fundamental que todos se engajem na luta contra essa forma de opressão e trabalhem para construir uma sociedade mais justa e igualitária. O esporte tem o poder de unir as pessoas e deve ser utilizado como uma ferramenta de conscientização e transformação.
Em um momento em que o mundo enfrenta uma pandemia, é ainda mais importante que haja empatia e respeito pelo próximo. O futebol, como um esporte de massa, tem o papel de promover valores positivos e ser um exemplo para a sociedade. O episódio envolvendo Gustavo





