Nesta quinta-feira (2), o Brasil teve uma jornada de recordes no Mundial de atletismo paralímpico, que está sendo disputado em Nova Déli, na Índia. Com a conquista de 12 medalhas de ouro, 17 de prata e sete de bronze, o país permanece na liderança do quadro geral de medalhas, com um total de 36 pódios.
Um dos grandes destaques do dia foi a atleta amapaense Wanna Brito, que conquistou o ouro na prova do arremesso de peso F32 (para atletas com paralisia cerebral). Além de garantir o primeiro lugar no pódio, Wanna também estabeleceu um novo recorde mundial da prova, com a marca de 8,49 metros.
Em uma entrevista após a conquista, Wanna expressou sua felicidade e orgulho pela conquista. Ela também ressaltou a importância do esforço e dedicação para alcançar seus objetivos: “Estou muito feliz. Dei meu máximo, meu braço está doendo até agora. Quando eu perdi na prova de clubes, fiquei um pouco triste, mas ainda tinha o peso, e eu sabia que ia dar certo. E deu certo. Hoje foi meu dia. Eu senti que ia dar bom. O clube é uma prova mais de extremos. No peso, eu consigo fazer melhor, é um movimento mais fechado, menos instável. O recorde de 8,18 metros eu sabia que dava para fazer. A distância que eu alcancei hoje, eu nunca tinha feito. Foi a primeira vez. 8,49 metros eu nunca tinha feito. Estou muito feliz”.
Outra atleta brasileira que brilhou no Mundial foi Antônia Keyla, que conquistou o ouro nos 1.500 metros T20 (para atletas com deficiência intelectual). Além da medalha de ouro, Keyla também bateu o recorde mundial da prova, com o tempo de 4min19s22. Emocionada com a conquista, a atleta do Piauí declarou: “Eu trabalhei muito. Não foi um ciclo, foi a vida toda. Correr é o meu dom, é o que eu sei fazer. Eu estou tão feliz e grata”.
A equipe brasileira ainda garantiu mais dois ouros em provas de 400 metros. A potiguar Maria Clara Augusto conquistou o primeiro lugar na classe T47 (para atletas com deficiência nos membros superiores), com o tempo de 56s17. Já o maranhense Bartolomeu Chaves venceu na classe T37 (para atletas com paralisia cerebral), com o tempo de 50s13.
Além das medalhas de ouro, o Brasil também conquistou duas pratas nesta quinta-feira. Thiago Paulino ficou em segundo lugar no lançamento de disco F57 (para atletas que competem sentados), com a marca de 45,69 metros. Já Thomaz Ruan garantiu a segunda posição nos 400 metros T47 (para atletas com deficiência nos membros superiores).
Com tantas conquistas e recordes, fica evidente que o Brasil é uma potência no atletismo paralímpico. Os atletas brasileiros têm mostrado um desempenho excepcional no Mundial de Nova Déli, superando seus próprios limites e alcançando resultados históricos.
Além disso, é importante destacar que esses atletas são exemplos de superação e determinação, mostrando que não há limites para quem acredita em si mesmo e trabalha duro para alcançar seus sonhos. Eles são verdadeiros heróis, que inspiram e motivam não apenas outros atletas, mas também todas as pessoas que acompanham suas trajetórias.
O Brasil tem uma história de sucesso no atletismo paralímpico, com diversas medal





