Nos últimos anos, a presença de influenciadores digitais vem ganhando cada vez mais destaque na mídia e na sociedade. Esses profissionais são responsáveis por influenciar opiniões, comportamentos e tendências na internet e, consequentemente, na vida das pessoas. Porém, se engana quem pensa que a influência desses profissionais se limita apenas ao mundo virtual. Cada vez mais, eles estão ocupando espaço em diferentes áreas e se tornando referência também no mundo offline. Um exemplo disso é a presença de influenciadoras como rainhas de bateria de escolas de samba.
Ser rainha de bateria é um dos papéis mais cobiçados no carnaval brasileiro. Elas são responsáveis por liderar a bateria, que é o coração da escola de samba, com muito samba no pé, elegância e carisma. É preciso ter uma grande conexão com a comunidade e uma presença marcante na avenida para conquistar esse posto. E essa é exatamente a figura que as influenciadoras digitais representam: mulheres empoderadas, carismáticas e que são capazes de encantar multidões.
No entanto, a escolha de uma influenciadora como rainha de bateria não é apenas uma estratégia de marketing ou uma forma de trazer visibilidade para a escola de samba. É uma forma de reconhecimento do trabalho dessa profissional, que conquistou sua influência através de muito esforço e dedicação. Além disso, é uma forma de promover a diversidade e mostrar que qualquer mulher, independente de sua profissão, pode ocupar esse papel.
Uma das primeiras influenciadoras a serem escolhidas como rainha de bateria foi Camila Coutinho, em 2018, pela escola de samba Acadêmicos do Grande Rio. Com mais de 2 milhões de seguidores no Instagram, Camila é considerada uma das maiores blogueiras de moda do Brasil. Sua escolha causou alvoroço na mídia e na comunidade do carnaval, que ficaram divididas entre o entusiasmo e o questionamento sobre sua capacidade de liderar uma bateria. Porém, a sua performance na avenida provou que ela não apenas estava à altura do desafio, mas que também era uma verdadeira rainha de bateria.
Outra influenciadora que tem se destacado no carnaval é a ex-BBB e digital influencer Vivian Amorim, que é rainha de bateria da escola de samba Mancha Verde, em São Paulo. Com mais de 4 milhões de seguidores no Instagram, Vivian se tornou um ícone de representatividade e empoderamento feminino. Sua escolha como rainha de bateria foi muito bem aceita pela comunidade da escola, que viu nela uma figura que representa a força e a beleza da mulher brasileira.
Não podemos esquecer também de Mari Gonzalez, que é rainha de bateria da escola de samba Unidos de Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Com mais de 12 milhões de seguidores no Instagram, a ex-panicat e atual influenciadora é conhecida por seu corpo escultural e sua alegria contagiante. Sua escolha foi bastante elogiada pela comunidade da escola, que viu nela uma grande capacidade de liderança e um exemplo de superação, já que ela enfrentou um câncer de tireoide em 2016.
Além de sua importância para o carnaval, a escolha de influenciadoras como rainhas de bateria também tem um grande impacto na sociedade. Elas são exemplos de mulheres que não se limitam a apenas uma profissão e que são capazes de se destacar em diferentes áreas. Isso inspira outras mulheres a buscarem seus sonhos e acreditarem em seu potencial. Além disso, a presença de influenciadoras no carnaval também quebra padrões e estereótipos,





