Nos últimos anos, com o avanço da tecnologia e a popularização das redes sociais, temos visto uma verdadeira avalanche de conteúdos sendo produzidos e consumidos diariamente. Nesse contexto, é comum que os algoritmos dessas plataformas passem por constantes mudanças, afetando diretamente a visibilidade e alcance de determinados tipos de conteúdo, incluindo os filmes.
No entanto, existe um tipo de filme que parece resistir a essas mudanças e se manter atualizado e atemporal, independentemente dos algoritmos: aquele que se foca menos em seguir tendências e mais em criar uma narrativa sólida e impactante.
Com isso, surge a reflexão sobre a importância da qualidade e da originalidade na produção cinematográfica, em contraponto à busca por seguir modismos. Afinal, o que torna um filme realmente marcante e duradouro?
A primeira resposta que vem à mente é a história. Um bom roteiro é a base de qualquer filme de sucesso, capaz de prender a atenção do espectador e fazer com que ele se envolva emocionalmente. Mas não é apenas isso. Um filme também precisa de um elenco afinado, uma direção competente, uma trilha sonora marcante e uma fotografia cuidadosa.
Ao focar em todos esses aspectos, o filme se torna mais do que apenas uma obra audiovisual, ele se transforma em uma experiência completa, capaz de tocar as emoções e transmitir uma mensagem que pode permanecer com o espectador por muito tempo.
Um exemplo recente disso é o filme sul-coreano “Parasita”, vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2020. Apesar de ser lançado em um contexto totalmente diferente do atual, o filme conquistou o público e a crítica em todo o mundo, tornando-se um sucesso atemporal graças a sua história envolvente e bem construída.
Outro exemplo é o clássico “O Poderoso Chefão”, lançado em 1972 e ainda citado e reverenciado como uma obra-prima do cinema. Mesmo após quase 50 anos, o filme continua a ser assistido e admirado por novas gerações, mostrando que a qualidade de uma produção pode atravessar décadas e permanecer relevante.
É claro que não podemos negar a influência dos algoritmos na distribuição e divulgação dos filmes. Com o aumento da presença das plataformas de streaming, esses sistemas se tornaram cada vez mais poderosos, selecionando e recomendando conteúdos baseados nos hábitos de consumo dos usuários.
No entanto, é importante lembrar que os algoritmos são programados por seres humanos e, por mais sofisticados que sejam, ainda estão sujeitos a erros e limitações. Por isso, acreditar apenas em sua capacidade de ditar o que é ou não relevante pode ser um erro.
Um filme que segue apenas a lógica dos algoritmos, tentando se adaptar às tendências do momento, pode até obter sucesso momentâneo, mas dificilmente se tornará um clássico ou terá uma relevância duradoura. Por outro lado, um filme que se preocupa em contar uma boa história e transmitir uma mensagem impactante tem muito mais chances de alcançar a imortalidade cinematográfica.
Portanto, é importante que os cineastas e produtores de conteúdo entendam a importância de criar obras de qualidade, independentemente das mudanças nos algoritmos. O foco deve estar na originalidade e na relevância da história, e não em seguir fórmulas prontas ou tendências momentâneas.
Além disso, é necessário que os espectadores também assumam um papel ativo nessa mudança. Ao apoiar e valorizar produções de qualidade, estamos incentivando a indústria cinematográfica a investir em conteúdos que podem atravessar gerações e se manter relevantes





