Ainda quero ser campeã da São Silvestre, diz Núbia de Oliveira

Nubia de Oliveira: lutando pelo sonho de ser campeã da São Silvestre
Nesta quarta-feira (31), mais uma edição da Corrida Internacional de São Silvestre agitou as ruas de São Paulo e reuniu milhares de corredores de diferentes partes do mundo em busca do desafio de percorrer os 15 km da prova. E, mais uma vez, a atleta brasileira Nubia de Oliveira mostrou sua força e determinação, conquistando o terceiro lugar na categoria feminina, repetindo seu feito do ano passado.
Mas, para Nubia, esse não é o suficiente. Em entrevista após a corrida, a atleta de apenas 23 anos afirmou que seu sonho é ser campeã da São Silvestre e que continuará lutando por isso até alcançar seu objetivo. Em sua quarta participação na prova, Nubia já se estabeleceu como uma das principais atletas brasileiras na modalidade e vem ganhando cada vez mais experiência para chegar ao lugar mais alto do pódio.
Ao chegar na terceira posição, Nubia também se tornou a melhor atleta brasileira na prova deste ano, com um tempo de 52 minutos e 42 segundos, superando seu próprio tempo do ano passado. E ela não esconde sua alegria e satisfação em representar as mulheres, especialmente as nordestinas, no esporte. Nubia acredita que seu resultado inspira e impulsiona outras mulheres a participarem e se destacarem na corrida de rua, um ambiente ainda predominantemente masculino.
A vitória na categoria feminina ficou com a atleta da Tanzânia, Sisilia Ginoka Panga, que conquistou sua primeira vitória na São Silvestre em sua estreia na prova. Sisilia quebrou uma sequência de vitórias de atletas quenianas que vinha desde 2016. E, para conquistar o feito, ela precisou ultrapassar a favorita e também queniana, Cynthia Chemweno, nos minutos finais. Apesar do calor e da umidade, Sisilia manteve a calma e a determinação para garantir a vitória.
No masculino, o melhor atleta brasileiro também chegou em terceiro lugar, posição conquistada por Fábio de Jesus Correia. E, assim como Nubia, ele também sonha em ser campeão da São Silvestre e promete continuar treinando duro para quebrar o tabu que já dura quase 16 anos sem um brasileiro vencer a prova. A última vez que isso aconteceu foi em 2010, com a vitória de Marilson Gomes dos Santos.
O grande vencedor da categoria masculina foi o etíope Muse Gisachew, que ultrapassou o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong nos minutos finais, com uma diferença de apenas quatro segundos. Enquanto isso, Fábio se orgulha de sua colocação na prova, mas ressalta que falta valorização e melhores condições para os atletas brasileiros, especialmente em relação a locais seguros para treinamento.
Completaram o pódio da São Silvestre o queniano William Kibor e o também queniano Reuben Logonsiwa Poguisho. E, apesar de mais um ano sem a vitória de um brasileiro no masculino, é inegável que a prova tem ganhado cada vez mais destaque e importância para o esporte no país. E atletas como Nubia de Oliveira e Fábio de Jesus Correia são exemplos de que o Brasil tem potencial para alcançar o topo da São Silvestre novamente.
O desafio de correr os 15 km da São Silvestre é uma prova de altos e baixos, que exige muito dos atletas, tanto física quanto mentalmente. E, neste ano,




