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Defesa Civil confirma ataque hacker com 10 alertas falsos

Defesa Civil confirma ataque hacker com 10 alertas falsos
Fonte: g1.globo.com/politica/noticia/2026/06/20/defesa-civil-alerta-extremo-falso.ghtml

Ataque hacker compromete sistema de alertas da Defesa Civil

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, confirmou durante coletiva de imprensa que um ataque hacker foi responsável pelo disparo de múltiplos alertas falsos durante a madrugada de sábado. Segundo informações oficiais, o ataque hacker resultou em 10 alertas indevidos que foram propagados através do sistema de notificações de emergência, afetando cidadãos em pelo menos sete estados brasileiros.

Detalhes do incidente e alcance das mensagens

Dos 10 alertas disparados de forma irregular, 9 foram transmitidos através do sistema Cell Broadcast e 1 através de SMS. As mensagens de emergência continham a palavra "misantropia" ou suas variações, termo que significa aversão ou rejeição à humanidade. Wolnei Wolff afirmou que não é possível, no momento, calcular com precisão o número exato de celulares que receberam as notificações falsas, porém estimou que milhões de pessoas foram atingidas pela invasão.

O Cell Broadcast é uma tecnologia sofisticada que permite transmissão simultânea de mensagens de emergência para todos os dispositivos móveis conectados a antenas de uma região específica, sem necessidade de internet ou registro de número telefônico, garantindo alcance imediato em situações críticas.

Localização do ataque e padrão identificado

De acordo com o secretário, o primeiro alerta foi originado de Curitiba, no Paraná. No entanto, o sistema apresenta restrições de segurança que deveriam impedir disparos interestaduais. "Quem está cadastrado no Paraná só consegue dar alerta no Paraná, jamais outros estados", explicou Wolnei Wolff. A investigação preliminar sugere que os invasores conseguiram contornar esse mecanismo de proteção, possivelmente através de múltiplos registros em diferentes localidades.

A plataforma Defesa Civil Alerta, afetada pelo ataque hacker, foi desativada pela equipe de Tecnologia da Informação aproximadamente à 1h30 da manhã para conter a propagação de mensagens falsas. Os danos já haviam sido causados naquele momento, com alertas registrados em capitais e regiões de diversos estados, incluindo São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Brasília.

Investigação policial e medidas de segurança

A Polícia Federal foi acionada na manhã de sábado para conduzir investigação aprofundada sobre o incidente envolvendo o ataque hacker. As autoridades federais trabalharão em conjunto com a equipe de tecnologia do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para esclarecer todos os detalhes da invasão. O secretário ressaltou que ainda não é possível determinar se uma única pessoa foi responsável ou se múltiplos indivíduos estiveram envolvidos no ato criminoso.

"O que parece ter ocorrido é que a pessoa ou pessoas se cadastraram e fizeram o alerta a partir de Curitiba. Depois a gente bloqueou, e essa mesma pessoa ou outras pessoas entraram com cadastro em outro lugar e dispararam novos alertas", descreveu Wolnei Wolff o padrão observado durante o ataque hacker.

Retomada do serviço e desenvolvimentos futuros

O sistema de envios de alertas permanecerá desativado até que medidas de segurança robustas sejam implementadas. O governo pretende reativar a plataforma somente após a troca completa de senhas de acesso e verificação de que nenhuma vulnerabilidade permanece ativa. Wolnei Wolff não estabeleceu data específica para retomada do funcionamento normal do sistema.

Em resposta ao incidente, o Ministério da Integração informou que um novo sistema mais seguro encontra-se em fase de desenvolvimento avançado, porém ainda sem cronograma definido para implementação. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) reforçou que os alertas disparados não originaram-se de autoridades legitimadas, confirmando a natureza criminosa da invasão.

Reflexões sobre os impactos da invasão

Este ataque hacker demonstra vulnerabilidades críticas em infraestrutura de comunicação de emergência, recursos essenciais para proteção da população em situações de desastre. A capacidade dos invasores de contornar mecanismos de restrição geográfica levanta questões importantes sobre a robustez dos protocolos de segurança implementados. As estimativas apontam para milhões de cidadãos que receberam as mensagens falsas, gerando potencial pânico e desconfiança nos sistemas oficiais de alerta de emergência.

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