Propostas econômicas dos candidatos: compare os planos para 2026

As principais propostas econômicas em debate nas eleições de 2026
Com a proximidade do primeiro turno das eleições de 2026, os candidatos à presidência apresentam propostas econômicas distintas para enfrentar desafios que impactam diretamente o país. As propostas econômicas dos candidatos refletem visões diferentes sobre como administrar a dívida pública, controlar a inflação e estimular o crescimento econômico. Entre os principais pontos de discussão estão o equilíbrio das contas públicas, a trajetória dos juros, o endividamento crescente das famílias brasileiras, a retomada do crescimento econômico e a melhoria da produtividade nacional.
Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Romeu Zema apresentam em seus programas de governo estratégias para lidar com essas questões econômicas críticas. O conjunto de propostas foi compilado com base nos planos formalmente entregues ao Tribunal Superior Eleitoral, permitindo uma análise comparativa das diferentes abordagens.
Apostas online: regulação versus proibição
O mercado de apostas online ganhou destaque no debate econômico após o anúncio de medidas restritivas pelo governo. As plataformas de apostas foram legalizadas em 2018 e regulamentadas em 2023, gerando arrecadação significativa para os cofres públicos. Em 2025, o governo arrecadou R$ 8,94 bilhões com a tributação do setor, enquanto as apostas retiraram aproximadamente R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias, segundo estudo do Comsefaz.
Diante desse cenário, o governo anunciou uma medida provisória para proibir apostas de quota fixa, jogos online e cassinos virtuais, apresentada como parte de um pacote para combater o endividamento das famílias. Entidades do setor argumentam que a proibição pode impulsionar o mercado clandestino, reduzindo a fiscalização e a proteção ao consumidor.
As posições dos candidatos variam significativamente: Lula defende mecanismos rígidos de controle do endividamento, regras mais rigorosas para concessão de crédito e ampliação do atendimento em saúde mental. Ronaldo Caiado propõe proibição de publicidade de apostas em meios de comunicação e redes sociais, além de estabelecer tetos para gastos dos apostadores. Flávio Bolsonaro foca em campanhas de conscientização e proibição de recursos de programas sociais em apostas. Augusto Cury e Romeu Zema não mencionam diretamente apostas em seus planos, enquanto Renan Santos também não aborda o tema de forma específica.
Dívida pública e equilíbrio das contas públicas
A situação das contas públicas representa um dos desafios mais urgentes para o próximo presidente. A dívida pública atingiu 82,9% do produto interno bruto em agosto, equivalente a R$ 11,05 trilhões, o maior nível desde março de 2021. Quando considerados os juros da dívida, o déficit chegou a R$ 1,26 trilhão nos 12 meses até agosto, representando 9,48% do PIB.
O desequilíbrio das contas públicas pressiona os juros, aumenta o custo do crédito e afeta tanto as famílias quanto as empresas. Sem um plano claro para controlar despesas, o mercado financeiro mantém elevadas as taxas de juros de longo prazo, dificultando a queda da taxa Selic e reduzindo o espaço para investimentos e crescimento econômico.
As propostas econômicas dos candidatos diferem na abordagem: Lula propõe manter o Novo Arcabouço Fiscal, preservando recursos para saúde, educação e programas sociais, além de revisar benefícios fiscais e aumentar tributação sobre os mais ricos. Flávio Bolsonaro defende mudanças nas regras fiscais para estabilizar a dívida em relação ao PIB e reduzir despesas não obrigatórias. Romeu Zema propõe ampla redução de despesas com reforma da Previdência, privatização de empresas estatais e reforma administrativa. Ronaldo Caiado sugere plano de longo prazo sem aumentar impostos ou fazer cortes lineares. Augusto Cury propõe reduzir o déficit gradualmente e implementar inteligência artificial para combater fraudes.
Endividamento das famílias brasileiras
O endividamento recorde das famílias representa um obstáculo significativo ao crescimento econômico. Em julho, 82% dos consumidores apresentavam algum tipo de dívida a vencer, segundo a Confederação Nacional do Comércio, marcando o maior nível da série histórica. A inadimplência também atingiu patamares elevados, com a taxa média de 5% em operações de crédito em agosto, conforme dados do Banco Central.
Os juros altos amplificam esse problema, tornando o crédito mais caro para famílias que precisam parcelar compras ou renegociar dívidas. Como o consumo representa aproximadamente 63% do PIB brasileiro, o crédito elevado compromete parte do orçamento doméstico e afeta a demanda geral por produtos e serviços.
Entre as propostas econômicas dos candidatos para lidar com essa questão, Lula oferece programas de renegociação como Desenrola Brasil e Novo Desenrola, além de defender regras de concessão responsável de crédito. Flávio Bolsonaro propõe reduzir juros através do reequilíbrio das contas e oferece o programa Ganha-Ganha com orientação financeira. Romeu Zema propõe facilitar portabilidade de dívidas pelo Open Finance e criar o




