Suprema Corte nega pedido do governo Trump sobre votos da Califórnia

Suprema Corte nega moção do governo Trump sobre votos na Califórnia
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (2) uma moção apresentada pela administração Trump que buscava separar aproximadamente 20 mil votos enviados pelo correio na Califórnia. Segundo a argumentação do governo, essas pessoas não seriam cidadãs americanas e, portanto, não possuiriam elegibilidade para participar do pleito. A decisão representou mais uma derrota judicial para a administração republicana em sua estratégia de questionar a validade de registros eleitorais.
Contexto das eleições legislativas de meio de mandato
O julgamento ocorreu na véspera das eleições legislativas de meio de mandato, consideradas decisivas para definir o controle do Congresso nos dois últimos anos do segundo mandato presidencial. Essa disputa judicial integra uma série de confrontos judiciais que marcaram o período pré-eleitoral, refletindo tensões entre diferentes interpretações das regras eleitorais americanas.
Detalhes da moção rejeitada pela Suprema Corte
O governo Trump havia solicitado à Suprema Corte que ordenasse à Califórnia separar os votos contestados até que pudesse ser verificada a cidadania dos respectivos eleitores. A administração republicana argumentava que essa medida era modesta e permitiria que os votos considerados legais fossem posteriormente contabilizados. No entanto, autoridades do estado argumentaram que a lista apresentada pelo governo continha muitos erros e que, na prática, a medida poderia impedir eleitores legalmente habilitados de exercerem seu direito de voto.
Posição das autoridades californianas
Funcionários eleitorais da Califórnia enfatizaram que, naquele momento, seria logisticamente impossível localizar e separar os votos contestados, uma vez que a votação estava em andamento desde o início de outubro. Todos os aproximadamente 23 milhões de eleitores registrados no estado recebem cédulas pelo correio, e centenas de milhares de votos já haviam sido processados antes da solicitação do governo federal.
O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, democrata, caracterizou o recurso como uma tentativa de minar as eleições, afirmando que a ação




