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TikTok fecha acordo em três ações judiciais sobre vício em redes sociais

TikTok fecha acordo em três ações judiciais sobre vício em redes sociais
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

TikTok estabelece acordo em três processos sobre dependência de plataformas

O TikTok chegou a um acordo em três processos envolvendo jovens que argumentam que o aplicativo foi projetado para criar vício em redes sociais e prejudicar a saúde mental dos usuários. A notícia foi confirmada por Joseph VanZandt, advogado representante dos autores, na segunda-feira. Os termos específicos da negociação permanecerão confidenciais até que os documentos formais sejam completamente finalizados entre as partes envolvidas.

Detalhes do acordo e confidencialidade dos termos

Segundo VanZandt, o acordo sobre vício em redes sociais depende da conclusão de toda a documentação legal necessária. O TikTok, até o momento, não apresentou comentários públicos sobre a transação. Esta resolução representa um passo significativo antes dos julgamentos programados, particularmente o que estava marcado para outubro envolvendo outras plataformas como Meta, YouTube e Snapchat.

Contexto dos processos consolidados na Califórnia

Os três casos fazem parte de um conjunto maior de aproximadamente 3.300 processos consolidados no Tribunal Superior de Los Angeles, sob supervisão da juíza Carolyn Kuhl. Estes processos contra vício em redes sociais alegam que as plataformas digitais utilizam técnicas de design deliberadamente viciantes que prejudicam especialmente os usuários mais jovens. Os três casos foram selecionados como julgamentos-piloto, uma estratégia comum para avaliar como futuros veredictos podem orientar negociações em casos similares.

Importância dos julgamentos-piloto

Os advogados frequentemente usam veredictos de processos-piloto para compreender como os júris podem interpretar alegações similares de vício em redes sociais. Esta abordagem ajuda na estimativa do valor potencial de demais casos pendentes e na orientação de futuras negociações de acordos. O resultado destes julgamentos iniciais pode impactar significativamente as estratégias legais para os milhares de outros processos em tramitação.

Identificação dos demandantes menores de idade

Os três casos que resultaram em acordo com o TikTok envolvem menores de idade identificados apenas pelas iniciais conforme normas de proteção. O primeiro caso envolve S.J., uma jovem de 15 anos de Illinois que alegou que o uso de plataformas de redes sociais resultou em automutilação, ansiedade, depressão, vício e transtorno alimentar. O segundo demandante é P.M.Y., um jovem de 15 anos de Nova Jersey que relatou vício, depressão e automutilação relacionados ao uso destas plataformas.

O terceiro caso é de K.D.B., um jovem de 18 anos do Mississippi que argumentou que o uso excessivo de redes sociais provocou ansiedade, depressão, vício, automutilação e transtorno alimentar. Todos os três casos apresentam padrões similares de alegações sobre os efeitos nocivos do design de plataformas digitais na saúde mental juvenil.

Histórico de acordos anteriores em processos similares

Este não é o primeiro acordo relacionado a vício em redes sociais. Em julho, outro caso-piloto foi encerrado antes do julgamento quando um autor adolescente desistiu de suas alegações contra a Meta, após outros réus firmarem acordos. Este padrão indica uma tendência das empresas em buscar resolução fora dos tribunais.

Precedente do primeiro julgamento histórico

O primeiro julgamento sobre vício em redes sociais foi encerrado em março, resultando em decisão condenatória contra a Meta no valor de US$ 4,2 milhões e contra o Google de US$ 1,8 milhão. Naquele processo, TikTok e Snap optaram por fazer acordos antes do julgamento. O caso foi movido por uma mulher que alegou ter desenvolvido dependência de plataformas de redes sociais durante sua juventude, atribuindo isto ao design específico das plataformas que busca capturar e manter a atenção dos usuários.

Dimensão dos processos pendentes

Além dos casos consolidados na Califórnia sob supervisão da juíza Kuhl, aproximadamente 2.600 processos adicionais com alegações similares tramitam em tribunal federal também na Califórnia. Estes processos foram movidos por indivíduos, distritos escolares, municípios e estados que argumentam sobre os prejuízos causados por vício em redes sociais. Praticamente todos os procuradores-gerais estaduais dos Estados Unidos processaram empresas de redes sociais em tribunais de suas respectivas jurisdições.

Defesa das plataformas contra acusações

As empresas de redes sociais negam as acusações e argumentam que implementam medidas abrangentes para manter adolescentes e jovens usuários seguros em suas plataformas. Meta, YouTube, Snapchat e outras plataformas afirmam investir em ferramentas de segurança, controles parentais e políticas de proteção do usuário. Apesar destas declarações, o número crescente de processos sugere preocupação contínua sobre os possíveis efeitos prejudiciais do design das plataformas digitais na saúde mental de menores.

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