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Trump busca retomar diplomacia com Kim Jong-un para acordo nuclear

Trump busca retomar diplomacia com Kim Jong-un para acordo nuclear
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Trump tenta restaurar canal diplomático com a Coreia do Norte

O presidente norte-americano Donald Trump está mobilizando esforços para agendar um encontro pessoal com o líder norte-coreano Kim Jong-un com objetivo de reabrir as negociações sobre o programa nuclear da Coreia do Norte. Conforme divulgado pelo The Wall Street Journal na terça-feira (18), essa iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de retomada do diálogo diplomático entre os dois países, que havia sido interrompido após fracassos anteriores.

Possível reunião na cúpula da Apec em novembro

De acordo com informações do jornal americano, Trump tem estudado a viabilidade de encontrar Kim Jong-un durante sua próxima turnê pela Ásia. O local mais provável para esse encontro seria a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), agendada para novembro na China. Embora nenhum planejamento oficial tenha sido confirmado pelas autoridades americanas ou norte-coreanas, fontes indicam que ambos os lados teriam interesse em retomar conversas de alto nível.

Histórico de encontros e negociações anteriores

Trump e Kim Jong-un já se reuniram em três ocasiões distintas durante 2018 e 2019, períodos nos quais conduziram negociações centradas na desnuclearização do território norte-coreano. Entretanto, essas conversações chegaram a um impasse durante uma cúpula realizada no Vietnã, quando Trump abandonou a mesa de negociação após Kim rejeitar a proposta de acordo apresentada. Este episódio marcou o fim das negociações diretas entre os dois líderes.

Posição fortalecida da Coreia do Norte

Analistas consultados pelo The Wall Street Journal argumentam que uma eventual nova negociação colocaria Kim Jong-un em posição significativamente mais favorável comparada aos encontros anteriores. A Coreia do Norte consolidou alianças estratégicas com Rússia e China, simultaneamente ampliando seu arsenal nuclear e de mísseis balísticos. Além disso, o país aprofundou suas relações militares com Rússia, China e Irã, enquanto expandiu continuamente seus programas de desenvolvimento nuclear e de tecnologia de lançamento de mísseis.

Redução de exercícios militares entre EUA e Coreia do Sul

A revelação sobre possíveis novas negociações emerge logo após Trump anunciar a redução dos exercícios militares conjuntos entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul. O presidente justificou essa decisão afirmando que Seul não forneceu apoio adequado aos americanos em operações relacionadas à região do Irã. Em declaração à imprensa, Trump questionou: "Eu estou os protegendo do vizinho deles, o Kim Jong-un, e eles não quiseram ajudar em uma operação militar fácil no Irã. Isso é estranho. Então, por que nós estamos envolvidos em ajudá-los?"

Contato recente entre os líderes

Na segunda-feira (17), Trump reafirmou manter relacionamento amigável com o líder norte-coreano, informando que havia mantido contato recente com Kim Jong-un. O presidente declarou aos jornalistas na Casa Branca: "Nós nos damos muito bem. Kim Jong-un sempre me tratou com grande respeito". Essa afirmação sugere que ambos os lados estariam dispostos a manter canais de comunicação abertos, facilitando uma possível retomada das negociações diplomáticas.

Recordação de encontros anteriores

Durante a mesma semana, Trump compartilhou fotografias de um de seus encontros anteriores com Kim Jong-un, evidenciando o histórico de interações pessoais entre os dois líderes. Essas ações indicam que o presidente norte-americano está estrategicamente revitalizando a narrativa de sua diplomacia nuclear com a Coreia do Norte, posicionando-a como fator central em sua abordagem às relações internacionais na região Ásia-Pacífico.

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