Videomonitoramento no Parque do Sabiá segue inacabado

Implantação de videomonitoramento no Parque do Sabiá enfrenta atrasos significativos
O projeto de videomonitoramento no Parque do Sabiá em Uberlândia permanece longe de ser concluído, doze meses após o anúncio inicial. Dos 120 equipamentos planejados, apenas 32 câmeras estão operacionais, representando apenas 26% da meta estabelecida. O parque recebe mais de cinco mil visitantes diariamente, evidenciando a urgência de um sistema de segurança mais robusto e eficiente.
Números aquém das expectativas
A Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel) divulgou um ambicioso cronograma para distribuir as câmeras em 60 postes espaçados a cada 41 metros ao longo dos cinco quilômetros da pista de caminhada. Contudo, o progresso revelou-se muito inferior ao previsto. Das 32 câmeras em funcionamento, dezesseis localizam-se no setor adjacente ao Bairro Santa Mônica e outras dezesseis na entrada do Bairro Tibery.
As imagens capturadas pelo videomonitoramento no Parque do Sabiá são analisadas em tempo real pela central de controle, estabelecida na administração do parque e operada por empresa sediada em Goiânia. Os investimentos realizados já ultrapassam R$ 19 mil, além dos gastos mensais de manutenção estimados em R$ 1.900.
Furtos continuam registrados apesar do monitoramento
Apesar da implementação parcial do sistema, frequentadores relatam que ocorrências de roubo e furto persistem no local. O consultor de negócios Mardel Sacramento vivenciou pessoalmente um roubo durante visita ao parque, perdendo celulares, dinheiro e cartões. Ao questionar os guardas sobre atividades suspeitas, recebeu confirmação de que tais delitos são comuns na região.
A analista de logística Laura Perez também sofreu prejuízo significativo, tendo seu notebook subtraído do carro estacionado no parque. Seu prejuízo chegou a aproximadamente R$ 7 mil, evidenciando a vulnerabilidade do estacionamento do parque, que não está incluído no escopo do projeto de videomonitoramento no Parque do Sabiá.
Estacionamento representa ponto crítico de insegurança
O estacionamento do parque permanece como alvo prioritário de bandidos, conforme apontado por frequentadores. Em janeiro, a Futel construiu uma estrutura elevada com objetivo de melhorar a visibilidade da área de estacionamento, porém a medida mostrou-se insuficiente para inibir os delitos. Usuários expressam incômodo com a falta de vigilância efetiva neste setor específico.
Resposta da segurança pública
A Polícia Militar informou que realiza patrulhamento dentro do parque em pontos estratégicos onde há maior concentração de crimes, especialmente durante períodos noturnos. Porém, os dados revelaram aumento no número de ocorrências durante o segundo semestre do ano anterior, sugerindo que as ações atuais podem não estar sendo suficientemente eficazes.
Falta de transparência da administração
Quando procurada pela reportagem, a Futel não forneceu esclarecimentos sobre o andamento do projeto de videomonitoramento no Parque do Sabiá ou cronograma para conclusão das instalações restantes. A ausência de informações oficiais intensifica a frustração dos usuários do parque que aguardam melhorias na segurança do local. Nenhuma resposta foi obtida da assessoria sobre quando as câmeras restantes serão ativadas.
Impacto na vida dos frequentadores
Milhares de pessoas utilizam o Parque do Sabiá diariamente para práticas de caminhada, corrida e exercícios físicos, confiando que dispõem de ambiente seguro. A demora na implantação completa do videomonitoramento no Parque do Sabiá compromete esta expectativa, deixando usuários vulneráveis a delitos que poderiam ser coibidos com vigilância adequada. A situação reforça a necessidade de priorizar a conclusão do projeto e expandir a cobertura para áreas críticas como estacionamento.



