Viih Tube explica intenção do reality com funcionários

Influenciadora se manifesta sobre polêmica envolvendo reality show
A criadora de conteúdo Viih Tube utilizou as redes sociais nesta quinta-feira para se pronunciar acerca das repercussões negativas relacionadas ao reality show com funcionários chamado 'As Patroas'. Criado em parceria com seu esposo Eliezer, o programa conta com a participação de 11 membros da equipe que trabalham para a família e gerou intenso debate nas plataformas digitais.
Objetivo do reality show era gerar debate sobre jornada de trabalho
Através de uma sequência de vídeos divulgados no Instagram, Viih Tube afirmou que o propósito central do reality show com funcionários consistia em chamar a atenção da opinião pública para questões relacionadas à escala 6x1, modelo de trabalho que a influenciadora declarou ser contrária. A criadora de conteúdo reconheceu, entretanto, que a proporção alcançada pela repercussão ultrapassou suas expectativas iniciais.
"A nossa intenção era chamar atenção para falar sobre a escala 6x1, que nós somos contra. Porém, eu não imaginava que tomaria a proporção que tomou", declarou a influenciadora em seus relatos nas redes sociais. O reality show com funcionários foi lançado na terça-feira anterior através do canal YouTube da criadora e nas contas do casal em outras plataformas digitais.
Conteúdo removido após reações do público
O primeiro episódio da produção, que apresentava uma prova onde participantes precisavam localizar moedas espalhadas por diferentes cômodos da residência, incluindo locais considerados inapropriados como o vaso sanitário e lixo do banheiro, foi removido da plataforma de vídeos após as críticas massivas recebidas. O segundo episódio permanece disponível apenas no perfil da influenciadora no Instagram.
Posteriormente, naquela mesma quinta-feira, Viih Tube e Eliezer publicaram o segundo episódio do reality show com funcionários, que aborda temas relacionados à exploração trabalhista e à jornada 6x1. A publicação ocorreu antecipadamente ao cronograma previamente anunciado, conforme justificado pela influenciadora em razão da repercussão inesperada do conteúdo.
Defesa dos produtores quanto à participação dos envolvidos
Na argumentação apresentada para defender o reality show com funcionários, Viih Tube fez referências a situações anteriores nas quais utilizou estratégias de marketing, mencionando um episódio em que disseminou informação falsa para ampliar a divulgação de seu livro intitulado "Cancelada", levantando posteriormente discussões sobre desinformação. A influenciadora também reafirmou seu compromisso com os participantes do programa.
A criadora enfatizou que a participação no reality show com funcionários não era obrigatória e que cada membro aceitou voluntariamente, após receber convite formal. Segundo Viih Tube, os participantes assinaram contratos de produção audiovisual e receberam compensação financeira equivalente a trabalhos publicitários convencionais, diferenciando esse engajamento de suas atividades laborais rotineiras.
"É importante também deixar claro eles não são obrigados a participar. Foi feito o convite e topou quem quis ter essa relação contratual com a gente fora do trabalho. Eles assinaram um contrato de produção audiovisual e receberam como se fosse uma publi", explicou a influenciadora através de seus vídeos publicados nas redes sociais.
Investigação aberta pelo Ministério Público do Trabalho
A ampla repercussão do caso despertou a atenção das autoridades competentes. O Ministério Público do Trabalho em São Paulo iniciou um procedimento investigativo para apurar os fatos relacionados ao reality show com funcionários. Em comunicado oficial dirigido à imprensa, o órgão informou que tomou conhecimento da atividade através de notícias divulgadas e abriu um procedimento formal para investigar os detalhes do caso.
Posicionamento do Tribunal Superior do Trabalho
Além da ação do Ministério Público, o Tribunal Superior do Trabalho emitiu um pronunciamento nas redes sociais abordando questões mais amplas sobre a dignidade dos trabalhadores. Embora não tenha feito referência explícita aos influenciadores responsáveis pelo reality show com funcionários, a corte enfatizou que expor trabalhadores a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral no ambiente laboral.
O tribunal reforçou que a Constituição Federal garante proteção à dignidade humana e que a Justiça do Trabalho reconhece a responsabilidade por condutas abusivas e desrespeitosas. Em seu posicionamento oficial, o TST afirmou: "Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever", deixando clara a posição da instituição sobre questões éticas relacionadas ao tratamento de funcionários em qualquer contexto.
Contexto sobre o prêmio e estrutura do programa
O reality show com funcionários oferecia um prêmio superior a vinte mil reais aos participantes que cumprissem com êxito as tarefas propostas. Este valor significativo fez parte da estratégia promocional do programa, mas também contribuiu para intensificar as críticas relativas às condições em que as atividades foram realizadas e à natureza das provas propostas aos envolvidos.




