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EUA bombardeiam Irã após violação de cessar-fogo; Trump ameaça

EUA bombardeiam Irã após violação de cessar-fogo; Trump ameaça
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/27/forcas-dos-eua-dizem-ter-atingido-multiplos-alvos-no-ira-em-meio-ao-segundo-dia-de-ataques-que-pressionam-o-cessar-fogo.ghtml

Operação militar americana em resposta à violação de acordo

As Forças Armadas dos Estados Unidos executaram neste sábado (27) uma operação militar contra múltiplos alvos no Irã sob ordem do presidente Donald Trump, agravando significativamente as tensões em um contexto onde havia acordo de cessar-fogo entre as duas nações. O ataque do Estados Unidos Irã representa um novo capítulo em uma série de confrontações que continuam abalando a frágil paz estabelecida na região.

Através de comunicado oficial divulgado na rede social X, o Exército norte-americano justificou a ação afirmando que o Irã "teve a oportunidade de respeitar o acordo de cessar-fogo", mas "deliberadamente escolheu não fazê-lo" após forças militares iranianas atacarem uma embarcação comercial próxima ao Estreito de Ormuz no início do mesmo dia. O porta-voz das Forças Armadas reiterou o compromisso em defender interesses estratégicos na região, deixando claro que futuras violações enfrentarão respostas proporcionais.

Trump intensifica discurso belicoso contra Teerã

Na noite de sábado, o presidente Trump utilizou sua plataforma TruthSocial para acusar o Irã de desrespeitar os termos do acordo provisório firmado apenas dez dias antes. Em tom extremamente agressivo, o mandatário americano declarou: "É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir".

As declarações refletem uma postura endurecida do governo Trump em relação à política externa no Oriente Médio, sinalizando que novos confrontos poderiam resultar em consequências mais severas. O vice-presidente JD Vance complementou a mensagem afirmando que o Irã deveria "atender o telefone" para resolver discordâncias, acrescentando que "a violência será respondida com violência", deixando evidente a disposição americana em continuar escalando o conflito se necessário.

Contexto do acordo de cessar-fogo assinado

O tratado assinado há dez dias estabelecia o "encerramento imediato e permanente das operações militares" e comprometia ambas as nações a "abster-se da ameaça ou do uso da força" uma contra a outra. As negociações incluem questões críticas como a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica essencial para o transporte global de petróleo e gás, além do futuro do programa nuclear iraniano.

Sob os termos do acordo provisório, os dois lados possuem 60 dias para avançar nas negociações finais. As discussões também contemplam o encerramento dos combates no Líbano entre Israel e o Hezbollah, grupo aliado do Irã que participa de forma indireta das tensões regionais.

Série de ataques no Golfo Pérsico escala situação

Anteriormente, o Irã lançou uma operação com drones contra o Bahrein, enquanto uma embarcação mercante foi alvo de ataque no Estreito de Ormuz. Essas ações representaram uma possível resposta de Teerã aos bombardeios aéreos executados pelos EUA durante a madrugada, criando um padrão perigoso de retaliação mútua que coloca em risco a estabilidade regional.

Os EUA haviam realizado seus bombardeios noturnos em reação a um ataque iraniano com drones contra um navio cargueiro que tentava abandonar o estreito na quinta-feira. Essa sequência de ações tem minado sistematicamente o cessar-fogo, aumentando o risco de uma escalada fora de controle com consequências imprevisíveis.

Bahrein condena ação e apresenta queixa formal

O governo do Bahrein, que abriga a 5ª Frota da Marinha norte-americana, emitiu comunicado oficial afirmando que "vários drones iranianos" atingiram o país e classificando a ação como uma "ameaça flagrante à segurança de cidadãos e residentes". A condenação do país golfo-pérsico reforça o isolamento crescente do Irã na região.

Por outro lado, o Irã respondeu por meio da agência estatal IRNA, declarando que sua Guarda Revolucionária teria atingido alvos relacionados ao "exército terrorista dos EUA na região", sem fornecer detalhes específicos sobre as instalações alvo. O Comando Central dos EUA, entretanto, afirmou que os bombardeios noturnos atingiram instalações de mísseis, drones e radares costeiros iranianos.

Estreito de Ormuz permanece como epicentro das tensões

O Estreito de Ormuz continua como foco central da crise, particularmente quanto à questão da circulação de embarcações comerciais. O Irã tem insistido que navios devem seguir suas regulamentações e ameaçou cobrar taxas pelo trânsito através da rota, posição que Estados Unidos e países aliados rejeitam firmemente, defendendo que o estreito constitui uma via internacional sob direito internacional marítimo.

Um petroleiro britânico foi atacado no estreito, de acordo com informações do Centro Britânico de Operações de Comércio Marítimo. Embora a tripulação tenha permanecido segura e não haja relatos de danos ambientais, ninguém reivindicou publicamente a responsabilidade pela ação, apesar das suspeitas apontarem para o Irã.

Medidas de segurança marítima implementadas

Em resposta à deterioração da situação, o Centro de Informações Marítimas vinculado à Marinha dos EUA anunciou a ampliação de uma rota alternativa próxima à costa de Omã, permitindo tráfego de entrada e saída com redução de exposição aos riscos. O centro alertou que a ameaça às embarcações permanece "substancial" e recomendou atenção especial ao risco de minas aquáticas e à presença naval intensificada na região.

A Organização Marítima Internacional suspendeu temporariamente uma operação de evacuação de navios, comprometendo-se a retomar as atividades apenas quando garantias adequadas de segurança forem estabelecidas. Segundo dados da organização, aproximadamente 115 embarcações conseguiram deixar o estreito nos últimos dias, refletindo o impacto das operações militares sobre o comércio marítimo internacional.

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